Prefiro o silêncio do pensamento
À rapidez do contra-argumento
Enquanto você conta sobre um dia mudar o mundo
Me perco nos teus olhos que me atravessam, profundos
Não sei se algum dia o amor vai tornar-se plural, mesmo que singular
Mas juro: teu jeito-poesia me faz, toda prosa, acreditar
sábado, 29 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
Faz tempo
O bom de envelhecer é ver que o amor também tem fim. Nessas horas, não há poesia que dê jeito. O vazio que coube dentro do nosso abraço veio comigo pra casa.
sexta-feira, 21 de março de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
tagarelei sem parar e ao final, nada foi dito
palavra alguma alcançou a precisão daquele momento
nem de longe...
mas o que eu pude ver de perto tá guardado
intacto, intocável: não há limite que as palavras possam dar, nem forma
porque não tem forma. é sentimento. é energia. está no ar, e não se captura
foge das nossas mãos e se aloja na memória
se eterniza
é encanto? é dessa dimensão? é sobrenatural?
você até imagina, mas não visualiza a cena
e não há descrição capaz de te fazer vê-la
as palavras tentam, mas não traduzem olhares
ah, e hoje ao fechar os olhos, eu vi cores
de novo
vermelho, verde, amarelo e outros caleidoscópios
palavra alguma alcançou a precisão daquele momento
nem de longe...
mas o que eu pude ver de perto tá guardado
intacto, intocável: não há limite que as palavras possam dar, nem forma
porque não tem forma. é sentimento. é energia. está no ar, e não se captura
foge das nossas mãos e se aloja na memória
se eterniza
é encanto? é dessa dimensão? é sobrenatural?
você até imagina, mas não visualiza a cena
e não há descrição capaz de te fazer vê-la
as palavras tentam, mas não traduzem olhares
ah, e hoje ao fechar os olhos, eu vi cores
de novo
vermelho, verde, amarelo e outros caleidoscópios
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
As estrelas estão dançando. Atrás delas, milhares de outras que antes eu não via.
"Tu não me tiraste a natureza. Tu mudaste a natureza. Tu trouxeste a natureza para o pé de mim."
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Vi meu passado por acaso e resisti à tentação de cumprimentá-lo
Finalmente, o presente apresenta suas cores, sua estrela cadente
Seu mar sem lua - E precisa de lua?
Manhã chuvosa - Não precisa de sol
E não reprimo a vontade de te dizer
Que só preciso de música, então cante pra mim
E aquela melodia ganha uma letra nova
Assim, sem perceber: é pura intuição
E todos esses beijos seguidos de outros beijos e outras reações
Sorriso teu é sempre o primeiro
E meu olhar-radar está atento a cada movimento
Mas aquele mar que a gente dividiu é grande demais
Talvez não vá caber no papel
Transborda e escorre em nós
Transparência
Respira no meu ouvido
E me arrepio
Abro os olhos só pra capturar sua expressão
Resisto ao impulso de resistir
Ignoro o receio de sofrer
Não percebi que estava te olhando há tanto tempo
Passo a noite toda, se tu não me diz
Finalmente, o presente apresenta suas cores, sua estrela cadente
Seu mar sem lua - E precisa de lua?
Manhã chuvosa - Não precisa de sol
E não reprimo a vontade de te dizer
Que só preciso de música, então cante pra mim
E aquela melodia ganha uma letra nova
Assim, sem perceber: é pura intuição
E todos esses beijos seguidos de outros beijos e outras reações
Sorriso teu é sempre o primeiro
E meu olhar-radar está atento a cada movimento
Mas aquele mar que a gente dividiu é grande demais
Talvez não vá caber no papel
Transborda e escorre em nós
Transparência
Respira no meu ouvido
E me arrepio
Abro os olhos só pra capturar sua expressão
Resisto ao impulso de resistir
Ignoro o receio de sofrer
Não percebi que estava te olhando há tanto tempo
Passo a noite toda, se tu não me diz
sábado, 25 de janeiro de 2014
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